Poema publicado na Revista Subversa de Literatura Luso Brasileira com edição de Morgana Rech e Tânia Ardito, no ano de 2016.

senta-se no interior do túmulo

à frente apenas uma jabuticabeira

sempre ela... a mesma árvore dum quintal inclinado

o tamanho? um Crocodilo do Nilo!

[àquele que não cabe na sala]

em éle a forma

do encontro entre Parede X Encosto

pequeno cadafalso sem jardim posterior

ali é onde apazigua-se a cinza do cigarro nos pulmões!

no alto a forquilha cravada ao tronco

a lembrar outrora galhos

hastes de equilíbrio

no quintal do avô, um quase desconhecido

ali onde se percebe tudo isso & O Mundo

perpendicular ao nariz

estirado na importância de

imagens; misérias residuais formadas na retina

as explosões nas distantes Terras

refletem em livros deixados nas prateleiras

ali onde a sombra desta árvore

destrava memórias em lufadas de ar

ao redor dos galhos

no encontro entre O Quintal e O Pátio

agarra se ao respirar da vida

entre um trago e outro

de aflição.