Poema publicado na Revista Subversa de Literatura Luso Brasileira com edição de Morgana Rech e Tânia Ardito, no ano de 2016.


Colidir a chuva pela frente,

é sentir o cheiro do esgoto

a galopar em poças. No poço

residir, pulsando horas de gente.

Saber sem esperar, alivia?

Uma vivalma em eterno pulso.

Avante hey-lá-ohhhh gene intruso,

corrói o resto de fisiologia pífia.

Salva pois essa ínfima

substância cinza pedindo abrigo,

abençoa essa morte. Respiro

enfim atordoa a última

lástima poluída. Ferida ungida,

aberta pelo descontrole inerente!

Arrebata esta linha doente,

cura a melhor parte da vida!