É muito bom ouvir Courtney Barnett.
Tenho problemas com elogios. Custo acreditar e tudo me soa um pouco enviesado. Com subtextos escondidos. Há quem diga paranoia. Há quem diga reflexo. Só penso sobre má construção. Não há cognição suficiente em meu subconsciente que me entenda como receptor. Consigo tecer elegias e sempre que possível tento construir um léxico que amplie as capacidades de outrem.
Os recebidos me soam equívocos.
Isso me leva à suposição de que seja insuficiente apenas agradecer.
Nada dentro da minha cabeça será suficiente, contudo.
Também não meço quem o faz com capacidade. Acho linda a escrita de quem concebe a empatia como sintaxe. Penso pessoas iluminadas, desprendidas e sem amarras desemparadoras com a vida.
Por outro lado, jamais saberei separar intensidade de argumento.
“O amor chegou tarde
como percebi ao ver teu decúbito
escalando meu rosto como duas tesouras de ponta”.