Há uma busca pelo vazio nas manhãs.
Não uma fuga dos primeiros ciliares tempestuosos do cotidiano alvorecer urbano. Mas uma contemplação. Uma suspensão.
Ao lavar o rosto após escovar os dentes. Nesse ponto no tempo é possível sentir cada célula da pele na água. Um vazio tão longo quanto o suspiro de silêncio entre as rodas que percutem minha janela ao lado do computador. Simplesmente o nada.
O resto do dia será sobressalto.
Indeciso quanto ao que fazer com a barba. Há sempre uma briga sobre o que ser, menos no instante em que estou em mergulho na torneira.
Almoço:
Pela primeira vez o sintagma didatismo soviético me arrancou enormes risadas.
Lembrei que ontem assisti um filme cuja protagonista expelia uma tênia com pelo menos três metros.
Eu tenho quase certeza que Alexandre, o Borges, escreve sob pseudônimo no Substack com um avatar de templário.