Mesmo a caixa tornando seu pulmão inexato, a teimosia de todo técnico tornou-se insustentável. Retirou-a do ponto mais alto no armário.
Surraram-lhe o rosto todos os filetes de sujeira. A respiração colonizada pela tosse, desapareceu. Restou o desequilíbrio a cada tranco dos brônquios. Tudo era seco; a dor na coluna ao redor do peso só não era maior que a da garganta, cada vez que uma erupção de ar expelia lava pela faringe. Atracou-lhe aos poucos um líquido viscoso, tal oficina mecânica, colonizando-lhe a boca.
Sentira essa sensação outras vezes. Primeiro transparente, depois um pouco marrom. Os dias levaram à borda dos lábios cores mais escuras; até o inevitável vermelho. Como hoje era um dia de febre, decidiu deixar o corpo despencar ao tatame e seguir o destino de lá. Para quem possui fé, um amparo angelical. Para ele, apenas a misericórdia do corpo.
Abre os olhos alagados pela tosse; olha a inscrição na caixa:
Nana.
Alcança o telefone. Chama sua atleta esforçada, mas ainda nem um pouco genial. Pede que entregue a caixa com tudo à saudade. Tem esperança de morrer só depois de vê-la. Mas não fala. Apenas ordena que apareça. Ele precisa entregar uma caixa.
A lembrança da lágrima cicatricial no tornozelo genial empurra sua nuca a deitar-se.
Talvez fosse a hora.
Resignado deita-se.
Fecha os olhos.